Este jogador de Olhão é de "Gancho". Como não logrou vencer o Belenenses, vingou-se no... treinador

Fernando Vaz mantém Matateu inactivo de Setembro de 1963 a Fevereiro de 1964. O ídolo belenense é pura e simplesmente ignorado pelo treinador sob o pretexto de já não ter condições físicas para jogar numa equipa de alta competição. Os sócios revoltam-se,  pela atitude de Vaz, mas não encontram o apoio que esperavam por parte da direcção. Somente Acácio Rosa se põe ao lado dos sócios e de certa forma «lidera» a revolta. Por que de revolta se tratou:
Há incidentes vários nos treinos (tendo havido intervenção policial num ou noutro caso) e nos jogos. A 21 de Fevereiro realiza-se, na Casa do Alentejo, uma Assembleia-geral para discutir um só assunto: «o caso Matateu». A participação é tanta e tão agitada que a assembleia é suspensa por exiguidade do espaço. O Pavilhão dos Desportos, é o local escolhido para a continuação da assembleia.
Acácio Rosa, escreve: «A massa associativa havia ocorrido em vão. Mas a sua presença impressionante no número e no entusiasmo, não deixara de constituir uma notável demonstração de grandeza e vitalidade de um clube».   
A 23 de Fevereiro de 1964, o Belenenses recebe e vence (2-1) o Olhanense em jogo a contar para a 19ª jornada do campeonato. Durante o desafio o algarvio Gancho chuta a bola com tanta força que, para gáudio dos assistentes, acerta em Fernando Vaz e derruba-o estrondosamente.
É essa situação caricata, mas hilariante, que o lápis de Pargana retrata e dá notícia, nas páginas de um vespertino de Lisboa, com a «charge» que publicamos acima.
A 8 de Março, o Belenenses recebe a Académica e perde por 2-0. Fernando Vaz, apresenta a demissão e ruma a Setúbal, para dirigir o Vitória. Matateu volta à equipa, mas, nunca mais foi a mesma coisa...
No final da época, a direcção Clube, agora já sem Fernando Vaz como «testa de ferro», assume-se e coloca, pela 2ª vez, o símbolo do Clube e ídolo dos Belenenses na lista de dispensas.
Ficou registado nos anais da história do Clube de Futebol «Os Belenenses»: A direcção do Clube era presidida por José Vale Guimarães, que tinha herdado o problema da gestão anterior, presidida por António Manuel Pereira.
«Mais tarde soube que a alergia, de Vaz a Matateu, vinha de um problema de "saias" e de "ciúmes"...» Acácio Rosa.

Sóbrios, eficazes e com espírito de equipa. Razões do êxito belenense ante portistas com uma agradável organização

- Teodoro levou o Belenenses ao «sonoro» !... 

Jogo nocturno (21 e 45) no Estádio do Restelo. 17 de Outubro de 1965. Jornada 6 do campeonato nacional. Árbitro: Mário Mendonça, de Setúbal. 
Belenenses - José Pereira; Rodrigues, Quaresma, Vicente e Alberto Luís; Carlos Pedro e Cardoso; Correia, Gaspar, Teodoro e Ramos. Treinador: Jorge Vieira.
F.C.Porto - Américo; Festa, Alípio (expulso aos 75'), Paula e Atraca; Pinto e Ernesto (ex-júnior); Jaime, Manuel António, Amaury e Nóbrega. Treinador: Flávio Costa.
Marcadores: Amaury (12') e Teodoro (27' e 44'). 

O tradicional 1/4 de hora à Belenenses ia dando água pela..."barba"!...

Pargana fazendo trocadilho com os "barbudos" Germano e Cavém 

Lisboa, 7 de Março de 1965. Jogo no Estádio da Luz com boa assistência. Jornada 20 do campeonato nacional de futebol. Árbitro: Joaquim Campos, de Lisboa.
Belenenses - José Pereira; Rosendo e Rodrigues; Vicente, Ribeiro e Quaresma; Adelino, Liras, Palico, Peres e Godinho. Treinador: Mariano Amaro.
Benfica - Costa Pereira; Cavém e Luciano; Peridis, Germano e Cruz; Coluna, José Augusto, Torres, Serafim e Simões: Treinador: Elek Schwartz.
Marcadores: Coluna (16' de penalty), José Augusto (52'), José Torres (68'), Liras (72') e Adelino (76'). Resultado final: Benfica, 3 - Belenenses, 2.

Os «azuis» golearam o Seixal no Restelo na estreia de Mariano Amaro como treinador do seu Belenenses

- Ver e "Amaro", foi "obra" de momento... (Pargana)

Estádio do Restelo, 27 de Dezembro de 1964.  Jogo da 11ª jornada presenciado por pouco público, sob a arbitragem de Francisco Pacheco, de Beja.
Mariano Amaro, substituto do demitido Franz Fuchs, dirige oficialmente o «team» pela primeira vez.
⛹Belenenses - José Pereira; Rodrigues e Alberto Luís; Esteves, Abdul e Vicente; Adelino, Pelézinho, Liras, Peres e Godinho. Treinador: Mariano Amaro.
⛹Seixal F.C. - José Henriques; Quim e Hermenegildo; Jeremias, Aniceto e Carlos Alberto; Cambalacho, Caldeira, Feijão, Teles e Carvalho. Treinador: José Mário.
⚽Marcadores: Pelézinho (20'), Liras (28' e 44'), Peres (53' e 70') e Cambalacho (89'). Resultado final: Belenenses, 5 - Seixal, 1.

A «qualidade» do Belenenses uma das verdade do Restelo. A outra: Nascimento e Costa Pereira aguentaram o empate

1-1 Bem Bom
Estádio do Restelo, 1 de Dezembro de 1963. Sétima jornada do campeonato nacional. Sob arbitragem de Eduardo Gouveia os grupos alinharam: 
Belenenses - Nascimento; Rosendo e Alberto Luís; Pelézinho, Paz e Vicente; Adelino, Palico, Estêvão, Peres e Godinho. Treinador: Fernando Vaz.
Benfica - Costa Pereira; Cavém e Jacinto; Coluna, Luciano e Raúl; José Augusto, Santana, Yaúca, Serafim e Simões. Treinador: Lajos Czeizler.
Marcadores: Peres (18') e José Augusto (27').

Carlos Pedro, personagem central da jogada do «penalty» que daria o 2º golo do Belenenses contra o Benfica

Humberto Fernandes, com o avançado belenense, Carlos Pedro, em movimento perigosíssimo, limitou-se a estender o perna para o desequilibrar. Conseguiu-o, mas o árbitro estava atento. Raúl Machado e Cavém, mais afastado, são testemunhas do lance. 
Carlos Pedro estatelado no terreno. Costa Pereira recolhe a bola. Raúl Machado seguiu a jogada até ao final.
⚽ Estádio do Restelo, 1 de Janeiro de 1967 - 12ª jornada do campeonato - Belenenses, 2 - Benfica, 1

Um eficiente «ferrolho», Quaresma a «libero» e um felino chamado Carlos Pedro - eis o resumo da derrota do Benfica

Carlos Pedro beija Carlos Silva, junto ao banco de suplentes, durante a comemoração do primeiro dos dois golos que marcou. No meio dos dirigentes reconhece-se o treinador e antigo jogador do Clube, o argentino Ricardo Perez.
«Lágrimas... vi, sim, lágrimas nos olhos de alguns belenenses anonimamente instalados na bancada fronteira ao «aquário» reservado aos órgãos de informação. Mas eram lágrimas de alegria, fios de prata a brilharem em rostos abertos num sorriso de contagiante satisfação.    
Quando Carlos Pedro (que diria ele?) se aproximou, após o seu primeiro golo, do local dos sócios do seu clube, gesticulando e saltando - ah!, o fascínio das «loucuras» do desporto - compreendi, compreendemos todos, a razão de ser de algo que se festejava, quase que infantilmente, na bela e apetitosa tarde de ontem. 
O Belenenses a viver momentos de angustia dolorosa, com laivos de tragédia, queria significar, aliás significou isso mesmo, o regozijo que transbordava da sua alma. E não ofendeu ninguém com essa atitude. Era legitimo. Era fundamentado. Era enfim o primeiro êxito, à 12ª jornada (!), do Belenenses no «seu» Restelo. Aleluia !»
Estádio do Restelo, 1 de Janeiro de 1967 - 12ª jornada do campeonato nacional. Árbitro: Mário Mendonça.
Belenenses - Gomes; Quaresma; Rodrigues, Cardoso, Alfredo e Bernardino; Canário e Adelino; Ramos, Carlos Pedro e Simões. Treinador: Ricardo Perez
Benfica - Costa Pereira; Cavém, Raúl Machado, Humberto Fernandes e Jacinto; Santana e Coluna; Jaime Graça, Eusébio, José Augusto e Yaúca. Treinador: Fernando Riera
Marcadores: 1-0, aos 27' e 2-0, aos 40' (penalti) ambos por Carlos Pedro; 2-1, aos 80' por Coluna. 

Carlos Pedro Ferreira Filho

Estádio do Restelo, 1 de Janeiro de 1967. Foto com Eusébio em dia de
Belenenses, 2 - Benfica, 1 (12ª jornada do campeonato)
⛹ Carlos Pedro, nasceu na cidade do Rio de Janeiro a 5/08/1942 e faleceu com 51 anos, em Macaé (RJ), a 25/10/1993. 
⚽Representou o Belenenses nas épocas de 1965/66 - foi titular em 24 jogos para o campeonato e marcou 10 golos - e 1966/67, titular em 21 jogos e 9 golos marcados.

António Júlio Machado Cascais

Campeão nacional de Andebol nas categorias de júniores e seniores.
Internacional e treinador. Uma dedicação sem limites ao seu Clube.

Mourinho: Com o plantel actual, o Belenenses nunca poderá disputar os primeiros lugares do campeonato

2 de Maio de 1971
➤«O Belenenses tem meia dúzia de jogadores que nenhum clube desdenharia. Mas, os outros?...»  
➤«Passei a admirar Meirim como homem de palavra» ➽ «Se me falassem em continuar como treinador do Belenenses ? - teria que pensar bastante...» 
➤«Tenho 33 anos, sinto que posso continuar a jogar por mais duas ou três épocas» - «não desistirei de ser chamado à selecção».
➤Mourinho, é um homem que diz identificar-se com a gente humilde e sentir-se feliz por ver que os seus filhos (o José Mário com 8 anos e a Maria Teresa, com 11) lhe seguem as pisadas...

A equipa de Hóquei em Patins do C.F. «Os Belenenses» que disputou o «3º Torneio Internacional de Oviedo» em 1962

De pé: Zeca Saraiva, Carlos Doninha, Carlos Eduardo G. Morais, Florindo Graciano Marques, José Morais Cascalho (Seccionista.), João Cordeiro Raposo (guarda-redes), Guilhermino Rodrigues (Treinador) e Pereira da Silva (Seccionista). Agachados: José da Luz Coelho, Macedo, José Mendes, José António Nunes e José Lisboa. 
Classificação final do Torneio: 1º Club Patín Voltregá (IT), 2º F.C. Barcelona (ES), 3º C.F.«Os Belenenses», 4º C.F. Arrahona (ES), 5º Parede F.C. e 6º Club Patín Cibeles (ES).

O 1º jogador internacional de Hóquei em Patins do C.F. «Os Belenenses»

Alfredo José Duarte Cantolha Saraiva
«Zeca» Saraiva
➽ Saraiva, foi internacional pela selecção nacional júnior durante o Campeonato da Europa de 1962, realizado em Madrid.

A 1ª Equipa de Juniores de Hóquei em Patins do C.F. «Os Belenenses»

 Rinque de Patinagem do Restelo, 1958
De pé: Francisco Marques (Treinador), José António L. Inácio, José António S. Nunes, Dias Jorge, Zeca Saraiva e os Seccionistas, António Henriques e José Morais Cascalho. Agachados: Augusto Silva, Matias, Carlos Alberto Oliveira e Casanova.